Amenidades e outras coisas amenas


Acho que tenho alguns bons vícios, se é que podemos chamar vício de coisas boas, mas quando são inofensivos, eles ajudam a definir quem somos. Até quando os vícios não são inofensivos, eles nos ajudam a definir quem somos, mas talvez não gostemos desta definição.

Ainda sim, entre uma amenidade e outra, percebo que gasto tempo e saúde com coisas que me dão prazer, mas também me tiram justamente o que tenho de mais precioso: Tempo e Saúde.

As organizações, por vezes, são sistematicamente assim: gastam tempo e esforço não necessariamente com o mais importante e pior, justamente com o que causa dano, sob a liderança cega e tendenciosa a manter o status quo.

Porque inovar é perigoso, ousar é cansativo e realizar transformações é trabalho Hercúleo. Cultivar leva tempo mas destruir não. O medo de que a ousadia junto com a inovação realize transformações que vão destruir o negócio traz a paralização oriunda do instinto de sobrevivência. 

Não estou dizendo que devemos liderar todas as inovações, nem tampouco correr riscos fora do limite do razoável, mas também não devemos ficar distantes das inovações que acontecem ao nosso redor sob pena de ter que correr o risco máximo apenas para sobreviver. Muitas empresas de sucesso sobreviveram ao último caso e aprenderam com isso, mas muitas também deixaram de estar entre nós.

Então, acredito que precisamos nos transformar e manter o senso crítico ajustado à necessidade do negócio em que estamos inseridos, estando sempre vigilantes às decisões que impactam o longo prazo e cuidadosos para que não sufoquemos o curto.

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