Se tem uma verdade quase que absoluta é que quando tomamos ciência da velocidade que estamos, sempre há espaço para um passo mais rápido ou um passo mais devagar. Eu explico, ter pressa nem sempre é correr.
O ritmo certo é o maior desafio dos gestores. Ajustar o time para encaixar no ritmo e conseguir ajustá-lo pra cima, nos picos e mais suave nos vales.
O problema então é que somos provocados a sempre entregar mais rápido, quer seja internamente, ou pela concorrência ou pelo pelo próprio cliente. O fast-food empresarial veio com suas vantagens e desvantagens. Servimo-nos dele para ter algo para comer, rápido, qualidade duvidosa, mas com resultados concretos no curto prazo. No segundo dia, a vibe continua a mesma.
Agora, um mês comendo e sem prazo de terminar, os sinais começam a ser percebidos na organização. O jogo de cintura brasileiro traz velocidade e soluções, mas a disciplina e perseverança de outros povos traz o equilíbrio e a sustentação.
Sempre ajuste o melhor de todos os mundos, foque naquilo que cada cultura, pessoa, empresa ou grupo traz de melhor e adicione temperos de provocações e discordâncias pra haver o famoso equilíbrio mencionado por Clarice Lispector – “O desequilíbrio da gangorra é justamente seu equilíbrio”…
