O ótimo não é inimigo do bom


O senso comum nos leva a adotar o princípio de que o ótimo é inimigo do bom. Mas discordo em parte e tentarei explicar.

Podem não ser os melhores, amigos, podem ser até concorrentes e serem rivais na disputa do campeonato da competitividade empresarial. O pódio pode até ter apenas um no lugar mais alto. Mas diferentemente de resultados esportivos, no mundo empresarial, tendo a acreditar que o “ótimo” é sempre o destino e que o “bom” é somente o mínimo aceitável. Ele é a barra que devemos ultrapassar para sobreviver.

Mas o que nos motiva é o “ótimo”, o extraordinário, o que enche os olhos pela beleza, simplicidade e utilidade. Não necessariamente nesta ordem. Vivemos a meritocracia da mediocridade, já falei algumas vezes sobre isto, e o fato de terminarmos a corrida, justamente onde deveríamos começá-la é uma das coisas que realmente me irritam.

Por outro lado sabemos que o “ótimo” traz o peso do prazo, do orçamento, do esforço maior que o desafio proposto, maior que o instinto de sobrevivência. Ele vem com a glória dos vencedores, mas traz consigo o caminho difícil, que não aparece.

Sejamos agentes da implantação do “ótimo” em nossas vidas mesmo que “todo mundo” aceite o “bom” como suficiente, porque afinal de contas, nossos pais sempre nos ensinaram que não somos “todo mundo”!


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