Em princípio, temos a liberdade pra pra fazer o que quisermos e enfrentarmos as consequências dos próprios atos. Temos também liberdade para pensar de falar o que pensamos, mesmo que isso signifique ações e reações, especialmente num mundo conectado.
Quando assinamos um contrato de trabalho ou de prestação de serviços, temos algumas outras obrigações e limitamos alguns dos nossos direitos à medida que temos que aderir a um código de conduta ou ética ou valores ou algo parecido. Mesmo que tácito. E não deveríamos ter problemas com isso. Faz parte do show.
Faz parte também promovermos os valores e virtudes que se conectam com que acreditamos e, se estão distantes de nós, faz parte também decidirmos interromper a relação.
E estas regras nos são dadas de forma muito intuitiva e simples.
Muitas reuniões formais ou informais que acontecem tem sempre alguém que tenta ir contra a lógica de forma deliberada, ou criando conflito, ou trazendo discussões desnecessárias e intermináveis. Tem gente que desagrega, que dificulta, que desorienta. Tem gente que decide errado e acredita no erro até o fim.
Tudo isto faz parte e o jogo é esse. Ganhamos se na média acertamos mais do que erramos e especialmente se conseguimos identificar estes perfis e anulamos o discurso pela lógica. A lógica é a mãe de todas as decisões. Deveria.
O pior cenário é quando a lógica enfrenta sua arqui-inimiga: a desonestidade intelectual! (E olha que eu já falei sobre a Identificando a Nêmesis e 146 – Super poderes).
Não existe embate que resista a ela.
Se confrontar, pior! Porque ela cresce e aumenta o conjunto de caos que se forma ao seu redor. Ela espalha o medo, o desespero, o absurdo. Ela se orgulha de concluir sem que haja nem causas, nem princípios, muito menos estrutura.
Ela adora sobreviver na incerteza, no pingo da dúvida, na hesitação, no pedaço mal escrito ou no esforço interrompido no meio.
Sobre ela, só há uma esperança. Quebre suas pernas, exponha ao máximo suas loucuras, grite, abra os braços e esbraveje. Traga a briga para qualquer arena, mas não a deixe ferida. Acabe com as raízes superficiais e seus adeptos mal ajambrados. Seja duro, rude, bravo, enfim, não a deixe prosperar. Tudo o que vem depois da vitória dela é o princípio do fim.
Boa sorte, porque ela está te esperando em todas as curvas.
