O gênio Machado de Assis, o maior escritor brasileiro de todos os tempos, imortalizou esta frase através de Quincas Borba. Ela é mais ampla que isso “Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”.
Relata uma hipotética batalha entre dois povos por um campo de batatas que só daria para alimentar uma das duas, tornando a guerra inevitável. A sobrevivência seria pra quem fosse bem sucedido. A lógica da personagem estava baseada no Humanitismo que via a guerra como uma forma de seleção dos mais aptos, lembrando que foi publicado antes de 1900.
Fecha a cortina e passamos por guerras, revoluções e tecnologias que nos levaram, em pleno século 21, a observação que o mundo corporativo ainda segue esta máxima de que só há batatas para uma tribo, e que se matem para sobreviver os mais fortes. Movimentos aconteceram e alguns dos mais bem sucedidos casos de sucesso empresarial, são corporações que ultrapassaram esta barreira.
Acredito que estamos no momento em que tudo conspira para que hajam mais conexões e parcerias e mais “clusterizações” tornando o campo apto para mais batatas. Quanto mais juntarmos ecossistemas e interesses, mais abundante se torna o ambiente e mais oportunidades são conectadas. Lógico que não há ingenuidade no discurso e o mercado não é infinito e cada um está buscando os próprios resultados e estratégia. Mas não é por isso que os clusters estão se formando, e sim para aumentar o mercado, consolidar posições, estabelecer objetivos comuns para aí, e só aí, cada um competir pelo seu cliente.
Eu já escrevi sobre isso no meu segundo livro – “Escambo Social” https://blogdobubsi.wordpress.com/escambo-social/ e fico feliz em perceber que estamos caminhando para que os relacionamentos produzam resultados maiores.
Para ler mais:
059 – Escambo Social – trecho do livro
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